Alcaraz ambicioso: «Um Grand Slam é diferente mas vejo-me pronto para isso»

Por Pedro Gonçalo Pinto - Maio 7, 2022
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Carlos Alcaraz viveu um dia inesquecível, ao bater Novak Djokovic para garantir um lugar na final do Masters 1000 de Madrid. Este triunfo histórico chegou um dia depois de levar a melhor sobre o seu ídolo Rafael Nadal, pelo que está a viver um estado de graça. Mas será que ainda pode melhorar? Alcaraz não tem dúvidas.

“Este dia é um dos melhores da minha vida, sem dúvida nenhuma. Mas tenho a certeza de que dentro de um tempo, se calhar já amanhã, posso superar este”, começou por afirmar em conferência de imprensa, durante a qual se mostrou com os pés na terra. “Diria que Djokovic é o melhor por ser o número um, mas tanto ele como Nadal são dois dos melhores da história. Ganhei ao número um, mas ainda tenho muitos jogadores à frente para eu ser o melhor”, apontou.

Alcaraz foi ainda questionado sobre os momentos mais duros no encontro e deu uma resposta curiosa. “É em momentos como o tie-break do terceiro set, por exemplo, que se vê os verdadeiros jogadores, os tenistas top. É ali que se marca a diferença entre um bom jogador e um jogador top. Quero diferenciar-me nisso, ser agressivo e ir à procura do encontro. Se perder, vou com a sensação de que tentei e que é preciso trabalhar, mas que me atrevi. Foi isso que pensei no tie-break”, destacou.

E repetir estes resultados… em torneios do Grand Slam? “Sinto-me preparado para competir contra os melhores nesses torneios e em todas as superfícies. Um Grand Slam é diferente por ser à melhor de cinco sets, mas vejo-me pronto para isso. Os melhores estão há muito tempo a ganhar esses torneios e chegam às últimas rondas porque são feitos de outra fibra, sobretudo mentalmente”, rematou.

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Pedro Gonçalo Pinto
Comentador Sport TV e ligado ao Jornal Record. Ténis acima de tudo.