Auger-Aliassime elogia Toni Nadal após vitória no Estoril: «Respeito-o profundamente»

Por Susana Costa - Abril 28, 2022
auger-aliassime-toni

Depois de encontrar o caminho para o triunfo no court, Felix Auger-Aliassime entrou na sala de imprensa do Clube de Ténis do Estoril para falar sobre a passagem aos quartos-de-final do torneio português, mas foi quando falou sobre Toni Nadal que o seu sorriso mais se abriu.

“Eu admiro-o mais do que ele a mim”, reconheceu o atual número dez mundial e principal favorito ao título no Millennium Estoril Open quando confrontado com os elogios que o técnico espanhol lhe dirigiu aquando da sua passagem por Portugal, em dezembro do ano passado.

“É bom trabalhar com o Toni, damo-nos bem, e respeito-o profundamente”, referiu o canadiano de 21 anos, admitindo ter abordado o tio de Rafael Nadal “com o objetivo de aprender com alguém que fez aquilo que ele fez com o seu sobrinho”. Desde que a parceria começou, no início de 2020, que Auger-Aliassime se mantém atento a todas as orientações de Toni Nadal.

“Essa é a minha mentalidade em todas as situações, mas tento estar aberto a tudo o que ele diz, para absorver todas as experiências e informações que ele me puder dar”. Ensinamentos que se terão revelado valiosos no encontro desta quinta-feira, depois de ter perdido o primeiro set por 6-1. “Nem sempre tive pensamentos positivos mas tive de enganar a minha cabeça e pensar diferente”, admitiu.

Sobre os desafios que o esperam no Millennium Estoril Open enquanto primeiro cabeça-de-série, o jovem jogador canadiano garante estar preparado para lidar com a pressão. “Gosto de estar nessa posição e sei o que vim aqui fazer, estou consciente da possibilidade que tenho de ganhar. Quero tentar ser aquele que ganha mais do que perde, e tenho de aceitar que isso vem com um certo nível de pressão”.

Depois da reviravolta protagonizada sobre o espanhol Carlos Taberner, que terminou em 1-6, 6-2 e 6-2, Auger-Aliassime defronta Sebastian Korda nos quartos-de-final.

Susana Costa
Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tal que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo e um Secundário dignamente enriquecido com caderno cujas capas ostentavam recortes de jornais do Lleyton Hewitt. Entretanto, ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.