Bia Maia abre o coração: «Os brasileiros esperam demasiado de mim, tal como acontecia com o Guga»

Por Nuno Chaves - Agosto 12, 2022

Beatriz Haddad Maia alcançou esta quinta-feira a maior vitória da carreira e uma das mais emblemáticas da história recente do ténis brasileiro. A número um do Brasil brilhou ao vencer a número um do mundo Iga Swiatek e voltou a reforçar o enorme 2022 que está a ter.

VENCER A NÚMERO UM

Estou orgulhosa de mim e da minha equipa, é um momento muito especial. Nunca é fácil ganhar à número um do mundo num estádio enorme e contra toda a multidão. Creio que passei por momentos muito duros na minha carreira para chegar até aqui, por isso, só quero desfrutar um pouco. Nas próximas horas nem quero pensar no meu próximo encontro, sinto-me feliz e isso é tudo.

PRESSÃO DOS ADEPTOS BRASILEIROS

Às vezes as pessoas esperam demasiado de mim. Uma jogadora com o meu ranking, se fosse dos Estados Unidos ou da França, seria apenas mais uma. Mas de mim esperam o máximo, tal como acontecia com o Guga, não é fácil de lidar. Uma das coisas que tento fazer é não ver muito as redes sociais, às vezes tiram-me para fora da realidade e fico a pensar demasiado. Tenho a minha conta do Instagram e tento geri-la mas sempre com uma mentalidade saudável e presente. Claro que é especial ser brasileira, sei que há muitas pessoas a ver, é muito lindo como mulher ver que ali nem tudo é futebol. Quero ensinar às crianças que elas também o podem fazer.

TERCEIRA VITÓRIA CONTRA TOP 10

É um triunfo muito especial, passei por momentos muito difíceis na minha carreira para chegar aqui. Com 26 anos já passei por quatro cirurgias. Quando vivo momentos como este tento desfrutar ao máximo, já que muitas vezes pensamos que não somos tão felizes, só pensamos em ganhar. A verdade é que levo 15 anos a trabalhar para viver este momento, para viver este sonho por que tanto trabalhei. Sinto-me orgulhosa de mim mesma, da minha equipa, família e amigos.

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Nuno Chaves
Jornalista na TVI; Licenciado em Ciências da Comunicação na UAL; Ténis sempre, mas sempre em primeiro lugar.