Fognini: «Cancelar o torneio de Indian Wells é um balde de água fria»

Por Tiago Ferraz - Março 10, 2020
fabio-fognini

O tenista italiano Fabio Fognini já reagiu ao cancelamento do torneio de Indian Wells devido ao coronavírus que se está a expandir por todo o lado. O transalpino deu uma entrevista ao portal tenis italiano onde aborda esta questão:

«Numa situação como esta é essencial colocar a saúde em primeiro lugar. Devemos respeitar as regras e evitar que hajam demasiadas pessoas em contacto direto durante um evento desportivo por exemplo. Obviamente que para todos nós, tenistas, cancelar o torneio de Indian Wells é um balde de água fria, mas temos que pensar nas pessoas e temos que estar unidos neste momento, respeitando todas as regras e medidas que forem tomadas», salientou, citado pelo Punto de Break.

Fabio Fognini falou ainda sobre a questão do coronavírus à escala mundial:

«O vírus é um problema global que afeta o mundo inteiro, não só Itália. Claro que, como tenista, posso dizer que estamos perante uma situação sem precedentes, não me recordo de nada igual. Não jogar o primeiro Masters 1000 da temporada é algo, realmente, estranho, mas claro que, numa situação tão delicada como esta, o mais importante é resolver esta questão», disse.

O italiano tocou também no futuro das provas ATP com o problema do coronavírus bem presente:

«Temos algumas semanas decisivas pela frente e devemos estar preparados para aceitar qualquer decisão que seja tomada. Miami, Monte Carlo, Madrid, Roma, Roland Garros ou Wimbledon são torneios muito importantes, torneios que todos os tenistas adoram jogar. Ainda assim, como já disse, a saúde e o tratamento deste género de emergências são prioritárias. Como tenista o meu dever é continuar a trabalhar e preparar-me para regressar aos courts o mais rapidamente possível. A temporada é longa, tenho uma grande vontade de competir e de ter sucesso depois de um 2019 muito bom a nível desportivo, mas primeiro temos que resolver este problema», rematou.

Tiago Ferraz
Jornalista de formação, apaixonado por literatura, viagens e desporto sem resistir ao jogo e universo dos courts. Iniciou a sua carreira profissional na agência Lusa com uma profícua passagem pela A BolaTV, tendo finalmente alcançado a cadeira que o realiza e entusiasma como redator no Bola Amarela desde abril de 2019. Os sonhos começam quando se agarram as oportunidades.