O drama de Monica Puig cinco anos depois do ouro olímpico: «Não estava pronta para aquilo»

Por Pedro Gonçalo Pinto - Agosto 3, 2021

Há cinco anos, Monica Puig deixou o mundo boquiaberto. É que acabava de conquistar o ouro olímpico nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, tornando-se na primeira atleta porto-riquenha a ocupar o lugar mais alto do pódio. No entanto, o que se seguiu foram momentos de muito sofrimento e ansiedade, como a própria confessa, agora que passa por uma fase muito complicada da carreira devido a lesões. Puig ocupa o 289.º posto do ranking WTA e, aos 27 anos, faz uma viagem até 2016.

“Ganhei os Jogos Olímpicos em 2016 e nesse momento senti que tudo era incrível. Mas depois chegou a pressão, o reconhecimento que implica ter um êxito assim, e tudo isso foi realmente difícil de lidar. Chegado esse momento, dei-me conta de que não estava pronta para aquilo tão grandioso”, confessou em entrevista ao site da WTA.

Num relato emocionante, Puig abriu o livro e explicou o que lhe passou pela cabeça. “Tive muitos momentos a chorar, muitos dias de frustração e tristeza à procura de uma forma de canalizar toda a energia e transformá-la em algo positivo. Ainda assim, no fim de tudo, isso ajudou-me a ser uma atleta melhor, uma pessoa melhor. Se pensar nisso, sinto que está tudo perto e longe ao mesmo tempo. É incrível que tenham passado já cinco antes, foi muito rápido. Tenho algumas recordações longínquas, mas sempre que posso vejo fotografias e vídeos para reviver cada momento. Ganhar essa medalha, com tantos latinos ali presentes, foi incrível”, destacou.

No entanto, agora custa muito a Puig ver desporto olímpico. “Está a ser um desafio enorme, muito duro. Não importa que desporto ou competição olímpica esteja a ver, sinto sempre muita tristeza por não estar ali. Essa é a dor que tenho por dentro, os momentos em que me sinto super deprimida. No fim do dia, tenho de pensar que há cinco fiz algo que ficará comigo para o resto da vida e isso ninguém te pode tirar. Agora tenho de pensar nisso num ponto de vista diferente”, rematou.

Pedro Gonçalo Pinto