Qual a pancada que Swiatek mais evoluiu em 2022? Treinador da polaca não tem dúvidas

Por Nuno Chaves - Novembro 30, 2022

Iga Swiatek, número um mundial, foi a grande estrela do ténis feminino em 2022 graças aos seus oito títulos conquistados e a todo o domínio que implementou. E se há alguém a quem a polaca pode agradecer é a Tomasz Wiktorowski, o seu treinador. O técnico deu uma entrevista ao sport.pl, onde falou de um ano que promete ficar para sempre na memória de Swiatek.

UM ANO PARA RECORDAR

Manteve um alto nível durante todo o ano. Há várias áreas de preparação no ténis. Os três básicos são: motor, técnico-tático e mental. Há muitos fatores envolvidos. A Iga esteve a um nível muito alto em cada um destes componentes. Alcançar esse pico é fácil, ainda que para alguns, seja incansável. Chegar aos três picos de forma numa temporada é mais fácil que manter. Isto é algo assombroso para o ténis moderno. Estou orgulhoso por termos colocado uma mentalidade de não ir à procura de um resultado decente, mas sim de uma vitória. A fasquia está a mais alta possível.

PRINCIPAIS EVOLUÇÕES NO JOGO DE SWIATEK

O que mais melhorou foi no serviço. Tenho esta confirmação com números. Falhou um pouco a meio do ano, a eficiência diminuiu mas depois aumentou até final do ano. Por exemplo, a Iga ganhou a final do US Open principalmente com o serviço, especialmente no primeiro set. Ainda assim, estou mais feliz com a forma como a Iga tomou decisões no court, com a sua responsabilidade. No início do ano decidimos mostrar um ténis mais agressivo. A agressividade pode introduzir-se através da velocidade, o ritmo e a direção da bola. A Iga começou a tomar boas decisões sobre quando acelerar, em que bolas, a que velocidade e em que direção.

PRÉ-TEMPORADA PARA 2023

Temos planeados treinos físicos em Varsóvia. Depois, em meados de dezembro, voltaremos para o Dubai, onde nos vamos centrar em questões de ténis. Aqui, na Polónia, a vantagem é o lado físico, a preparação motora. Depois no Dubai vai jogar umas exibições que funcionaram bem quando treinava a Radwanska e não vejo nenhum obstáculo para que esta vez não seja assim. São encontros onde tens de lutar mas está tudo bem se não estiveres a 100%. Depois vamos para a United Cup e ainda temos de decidir se, depois desse torneio, jogamos mais outro ou vamos diretamente para Melbourne.

 

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Nuno Chaves
Jornalista na TVI; Licenciado em Ciências da Comunicação na UAL; Ténis sempre, mas sempre em primeiro lugar.