Watson quebra o tabu: «Temos de falar muito mais sobre o período»

Por Pedro Gonçalo Pinto - Junho 22, 2022
A jovem promessa britânica Heather Watson pensou que tudo não passava de uma febre glandular, mas era mesmo nomonucleose. Esteve afastada cerca de um mês entre abril e maio de 2013

Qinwen Zheng confessou que estava com muitas dores de menstruação durante a derrota com Iga Swiatek em Roland Garros, tratando-se de uma de poucas vezes que esse tema foi abordado de forma aberta. Ora, para Heather Watson, há que deixar cair completamente o tabu.

“É um tema que nos balneários de Wimbledon se fala muito por nos obrigarem a jogar completamente de branco. Talvez não falemos muito disto com a comunicação social, mas posso garantir que falamos muito entre nós”, começou por afirmar a britânica à BBC Sport.

Em relação a essa limitação de indumentária, Watson explicou os problemas que traz. “Gosto da tradição, não gostava que mudassem, mas o único momento stressante é quando chega Wimbledon e coincide com o período. Tenho de planificar o período segundo as datas do torneio. Para isso temos a pílula, para regular o ciclo, mas isso não evita que sofra com efeitos secundários como inchaço, cãibras ou cansaço”, acrescentou.

Por tudo isto, a tenista britânica afirma que é preciso falar desta questão mais vezes e de forma aberta. “Se o período é razão para alguém deixar de fazer desporto, então o nosso trabalho é falar muito mais deste tema para convencer essa pessoa do contrário. Temos de ser naturais a falar disto, há muitos temas dos quais as pessoas não falam nem sei porquê. Não devíamos tratar isto como um tema tabu”, rematou.

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Pedro Gonçalo Pinto
Comentador Sport TV e ligado ao Jornal Record. Ténis acima de tudo.